O Dunga é um bom técnico? Não, ele não é. Dificilmente vai
fazer o time jogar como o Luis Enrique faz no Barcelona, ou o que Massimiliano Allegri faz
na Juventus – os dois últimos finalistas da UEFA Champions League - e até posso
citar o que o Tite faz no Corinthians e o Roger no Grêmio.
A seleção brasileira já era? Não! Longe disso. O Brasil
continua com um dos melhores elencos dentre todas as seleções, não é Neymar+10
como muitos acreditam ser. Coutinho, principal jogador do Liverpool desde a
saída de Suárez e foi decisivo para evitar uma campanha frustrante dos Reds –
consistente ao ponto de entrar no Dream Team da última Premier League. Willian,
tanto meia quanto winger, sempre foi um jogador de carregar o piano e fazer o
time jogar, mas agora tem chamado a responsabilidade e feito o que Hazard não
tem conseguido fazer no Chelsea. Casemiro, contestado pelos brasileiros, o
volante conquistou seu espaço aos poucos na Europa e sua evolução veio a partir
de uma mudança de postura: tornou-se um dos melhores cabeças de áreas e
lançadores do futebol atual. Ainda posso citar talentos que precisam de talvez
um ou dois anos para se firmar, mas já mostraram serviço: Firmino, Rafinha
Alcântara, Jorginho (Nápoli), Felipe Anderson (Lazio) e por que não recorrentes
destaques da seleção de base como Fred, Gabriel Jesus, Gabigol e Luan?
Não afirmo que algum deles será um grande craque, mas
depende muito mais da evolução como profissional e aproveitamento dos talentos
do que a falta de bons jogadores. Brasil está longe de ser Neymar+10. O
problema pode ser o Dunga, ou quem está acima dele.
Sim, finalmente chegamos nela: a CBF. Corrupta é pouco para
descrever essa instituição que tem nos envergonhado tanto – seja no comando da
seleção ou na administração de campeonatos. Falta profissionalismo, falta
credibilidade e falta aquela luz no fim do túnel que nos da esperança de um
amanhã melhor.
E agora? Dá vontade de abandonar o barco né? Por isso não
vou criticar aqueles que o fizeram, mas vou exaltar minha opinião. Eu torço
pela seleção. Repito: torço para a seleção brasileira. Sou um torcedor
brasileiro. Não pretendo me conformar com a sujeira nos bastidores, mas cara,
torcer é passional! Conheci o futebol como uma paixão antes de poder fazer
análises sobre o mesmo. Torcer é passional. Torço e sofro com o meu clube do
coração e a seleção é a mesma coisa.
Simplesmente não consigo usar a lógica para torcer – ou deixar
de fazê-lo. Até já tentei, mas quando a bola rola; quando uma dividida
acontece; cada vez que o adversário ataca ou quando se tem o contra-ataque. Aí
meus amigos, não tem raciocínio que consiga conter a emoção de um torcedor.
Neste texto não quero criticar ninguém. Como eu disse:
torcer é passional. Se você não faz, é porque não sente, e se você não sente,
bem... Sinto muito, mesmo.
Por: Kaique Oliveira

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